E hoje me deu uma vontade louca de escrever nisso aqui.
Revercse ogla mes oditnes;
escrever algo com sentido;
ou só escrever...
Vontade idiota não?
sábado, 11 de junho de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
UMA MÚSICA
Que no dia de hoje, representa o que eu realmente estou sentindo.
Ill Niño - What Comes Around
'I hate you, I hate you - shut up...
You think that I'm the one to blame
Everything I lose is just a piece of what there is
To gain
You think it's cool and all is fine
Now is the day when you pay, this is my time
I feel for you nothing but pain
I am what you will be, you are dying in me
I love you, I hate you, I miss you...
You're always thinking you're so perfect
Those thoughts drove me away from home
But if you put me through your tests
Then I will fade
I have nothing to say
But I feel like my mouth is wide open
Everything that is real
Comes around
Comes around...
Shut up...
Your stupid face just makes me sick
I see you changing every day
To fit into the newest clique
I know you, but everything you do
Is just a part of you, you'll never see the truth
I hate the way you make me feel
I hate the way you think you're real
You one voice it destroys my one choice
You're always thinking you're so perfect
Those thoughts drove me away from home
But if you put me through your tests
Then I will fade
I have nothing to say
But I feel like my mouth is wide open
Everything that is real
Comes around
Comes around...
Tu vida es mia
Your fear is living here in me
Es que no entiendo come en la vida puedes hacer
La paz entre nostros cuando no vas a decir
Y la gratitud que tu nunca vas a ver
Has now turned to hate
I have nothing to say
But I feel like my mouth is wide open
Everything that is real
Comes around
Comes around...
Shut up!'
sábado, 26 de fevereiro de 2011
UM TEXTO
Não deves recusar o esforço, porque ele é um caminho. Num lugar que terás de descobrir - que fica sempre alto e longe - existe para ti uma lagoa meio escavada na rocha, com relva muito verde em parte das margens e cantos alegres de pássaros calmos.
Encontram-se lá os que amas, fortes e generosos. Sorridentes. Há sol e também à sombra de altas árvores. Por cima, apenas o céu, à distância de um último salto. Não é um destino inevitável, mas um lugar onde és esperado e que podes, ou não, alcançar, conforme a medida do teu desejo. Só quando lá chegares terás alcançado toda a sua envergadura. Só lá te encontrarás contigo mesmo.
Existes para chegar a esse lago. Os teus olhos são capazes de pousar nas suas águas limpas, que refletem já o céu que lhes há por cima.
Não se pode querer mal aos caminhos que conduzem a lugares assim, embora sejam escarpados e se torne impossível evitar ferimentos e cansaços quando se segue por eles.
Se o teu desejo de chegar for grande, nenhum esforço te parecerá demasiado penoso. E, embora vás a caminho, terás sempre contigo qualquer coisa que é já de ter chegado. Talvez uma certa forma de olhar, resultante daquela luz que se acende por dentro quando nos pomos a caminho dispostos a tudo o que aparecer.
E nem haverá problema se a morte te encontrar assim, ainda no gesto de subir: já tens em ti o teu lago, na imagem dele que te fez partir.
Não deves recusar a dor, porque ela te constrói, te marca os limites e te faz crescer por dentro dos teus muros. Sem ela, não passarias de um projeto de homem que hás-de ser. Ela edifica-te os músculos, a cabeça e o coração, e não existe outra maneira de chegares a ser aquilo que deves vir a ser. Se não sofresses não haveria ninguém dentro de ti.
No cumprimento sério dos teus deveres, encontrarás a dor na forma de esforço e de cansaço. Mas pode muito bem ser que, tarde ou cedo, ela te procure sem disfarces e te faça chorar ou gemer. É freqüente que ela se apresente assim, numa nudez que parece cruel e faz lembrar facas ou agulhas.
Nem por isso te deves assustar ou desistir.
Quando te parecer que tudo está perdido, ri-te, se puderes. É que te estão a oferecer um degrau que te deixará incomparavelmente mais acima no caminho. Deves ver nisso o sinal de que - por qualquer razão - é tempo de andares depressa.
Sobretudo, não te queixes. Há sim metamorfoses que parecem aniquilar, mas não passam de formas de fazer surgir a borboleta.
Não te queixes, porque receberás umas asas e cores novas.
O teu lago - de onde tão perto se pode olhar o céu - tem um preço que tu saberás dar e não é tão grande assim.
(O lago)
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